A satisfação é essencial em qualquer tipo de atividade que desempenhamos, e sua intensidade é diretamente proporcional ao sucesso dessa atividade, seja no envolvimento em algum novo projeto, aprendizado de um novo idioma, por exemplo.
E o prazer que os games proporcionam não se discute. Basta ver quantas horas conseguimos gastar jogando, a ponto de perder a noção do tempo. O mundo corporativo já percebeu isto e, na busca por uma melhor qualificação de seus colaboradores, empresas de diferentes segmentos têm utilizado os chamados serious games para treinar pessoas na utilização de ferramentas, ou ainda comunicar mudanças organizacionais e promover relacionamento entre departamentos através de simulações.
Empresas como a Webcore Games, agência de soluções interativasque atua no mercado desde 2005, registram que é cada vez maior a procura pelos serious games. "Pesquisas mostram que as pessoas se lembram de apenas 10% do que leem, 50% daquilo que veem ou ouvem e 90% daquilo com o que interagem", explica Fernando Chamis, diretor da Webcore Games. Nos anos 80, início da difusão dos jogos no Brasil, eram poucas as empresas que adotavam tal prática. A princípio, os jogos costumavam ser mais utilizados em Treinamento e Desenvolvimento com foco no redirecionamento do comportamento e atitudes grupais. Hoje em dia, os serious games fazem parte de praticamente todos os programas internos: treinamento e desenvolvimento, processos de seleção, formação de bancos de informações sobre o potencial dos colaboradores, identificação de lacunas de competências, diagnósticos de clima em áreas específicas e como elemento dinamizador de convenções. Até mesmo indústrias conservadoras estão usando games como estratégia inovadora. Segundo uma pesquisa de 2007 do eLearning Guild, feita com 1.500 de seus membros, vindos de empresas grandes e pequenas dos EUA, 38% das empresas de seguros estão pensando em usar games no trabalho. No mercado financeiro, esse número sobe para 50%. Deborah Wince-Smith, presidente do Conselho de Competitividade, acredita que empresas deveriam usar mais jogos e simulações no dia a dia de trabalho. Segundo ela, "ser competitivo globalmente demanda altos níveis de criatividade e imaginação, pensamento estratégico e analítico, rápida tomada de decisões, excelência no planejamento e execução de atividades, e adaptação rápida a mudanças", habilidades-chave que as pessoas exercitam quando jogam.